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Motor de Arranque: Conheça as principais dúvidas sobre a peça

Motor de Arranque: Conheça as principais dúvidas sobre a peça
Entenda como funciona o motor de arranque, seus principais defeitos e cuidados essenciais para prolongar a vida útil da peça.

Quem trabalha em oficina sabe...

Não tem nada mais frustrante do que um veículo que não pega e um cliente ansioso esperando uma solução rápida. Nesses casos, é comum que a falha esteja no motor de arranque, ou motor de partida. No entanto, entender como essa peça funciona e qual é o problema ainda é uma dificuldade comum para muitos reparadores.

O que queremos aqui é facilitar a sua vida. Com algumas informações, fica muito mais fácil identificar defeitos, entender quando vale a pena reparar ou substituir e, principalmente, evitar erros que possam comprometer outras partes do sistema.

Quer entender como saber se o motor de arranque está ruim, como essa peça funciona e quais os cuidados indispensáveis para minimizar defeitos? Então, siga a leitura. Vamos responder às principais dúvidas e entregar dicas práticas para você dominar o assunto e garantir um serviço ainda mais completo.

6 dúvidas comuns sobre motor de arranque respondidas para você

Por mais experiente que seja o reparador, algumas dúvidas sobre o motor de partida aparecem com frequência — principalmente quando o problema não é tão óbvio. Afinal, nem sempre o defeito está só na peça: pode estar na instalação, na bateria, no sistema elétrico ou em tudo isso junto. Pensando nisso, reunimos as perguntas mais recorrentes na rotina da oficina e respondemos diretamente. Vamos lá?

Você sabe como funciona um motor de arranque?

O motor de arranque é uma peça elétrica responsável por iniciar o funcionamento do motor a combustão. Ele transforma a energia da bateria em energia mecânica, gerando o movimento inicial necessário para dar partida no veículo. Sem ele, o motor simplesmente não gira — e o veículo não sai do lugar.

O funcionamento começa quando o motorista gira a chave. A corrente elétrica da bateria aciona a chave magnética (ou solenoide), que empurra o pinhão em direção à cremalheira do volante do motor. Esse movimento é o que faz o motor principal começar a girar. Quando o motor "pega", o sistema de ignição assume o controle e o motor de arranque é automaticamente desligado.

É um processo que dura segundos, mas envolve vários componentes: escovas, induzido, pinhão, chave magnética, buchas e outros. E todos eles precisam estar em bom estado para que o arranque aconteça de forma rápida e eficiente, especialmente nos dias frios, quando a resistência ao movimento é maior.

O que danifica ou estraga um motor de partida?

Mesmo sendo uma peça que atua por poucos segundos a cada uso, o motor de arranque sofre desgaste com o tempo, principalmente por fatores externos. Poeira, umidade, óleo e até pancadas na instalação podem comprometer sua eficiência e encurtar sua vida útil. E, quando o sistema falha, o veículo não liga, não importa o quão boa esteja a bateria.

Veja abaixo os principais fatores que danificam o motor de partida:

  • Contaminação por óleo, água ou sujeira;
  • Desgaste natural das escovas;
  • Impactos durante a instalação;
  • Vibrações excessivas do motor;
  • Curto-circuito por sobrecarga ou fiação danificada.

Por isso, além de cuidar da peça, é importante observar as condições ao redor dela e fazer manutenções preventivas sempre que possível.

O que fazer quando o motor de arranque não funciona?

Se ao girar a chave você não ouvir nenhum som — ou escutar apenas um estalo seco —, o motor de partida pode estar com defeito. Mas calma: antes de qualquer coisa, o ideal é checar se a bateria está carregada. Algumas vezes, a falha está aí, e não no motor de arranque.

Com a bateria em ordem, o próximo passo é observar os sinais. Um estalo indica problemas na chave magnética. Um giro lento aponta desgaste nas escovas. Nenhum som, por outro lado, é sinal de travamento no induzido ou de falha elétrica.

O melhor a fazer é não forçar o sistema. Insistir pode agravar o problema. O mais seguro é desmontar a peça e realizar os testes corretos ou, se não tiver certeza, encaminhar o veículo para diagnóstico com suporte técnico.

Qual o tempo de duração de um motor de arranque?

Essa é uma dúvida comum e a resposta varia. Em média, o motor de arranque pode durar de 60 mil a 150 mil partidas, o que, em condições normais de uso, representa até 10 anos de funcionamento. Tudo depende da frequência de uso do carro, das condições do sistema elétrico e da manutenção feita ao longo do tempo.

Veículos com tecnologia Start-Stop, por exemplo, exigem mais do motor de arranque, o que reduz a vida útil da peça. Por outro lado, com os devidos cuidados — como evitar forçar a partida e manter as conexões limpas —, a durabilidade é bem maior do que o esperado.

Como saber se o problema é no motor de arranque ou na bateria?

Essa dúvida é comum e pode confundir até os mais experientes. Afinal, muitos sintomas se parecem: veículo não liga, painel acende fraco, nenhum som ao girar a chave.

Para tirar a dúvida, comece observando o painel: se as luzes estão fracas ou apagadas ou se a buzina não funciona, o problema é quase sempre a bateria. Agora, se tudo parece normal e, ao tentar dar a partida, você ouve um estalo ou um clique seco, é bem provável que a falha esteja no motor de arranque.

Uma dica extra: se o motor gira, mas sem força para fazer o veículo pegar, o problema pode estar nas escovas ou na chave magnética. Mas atenção: antes de trocar qualquer peça, o ideal é fazer os testes com o multímetro e verificar o estado dos terminais, cabos e conexões.

O que acontece quando o motor de arranque queima?

Quando o motor de arranque queima, ele simplesmente deixa de funcionar. O veículo não dá sinal ao girar a chave, e nenhum ruído é percebido. Isso acontece, geralmente, por sobreaquecimento, curto-circuito ou desgaste extremo dos componentes internos.

Confira alguns sinais que indicam que o motor de arranque pode ter queimado:

  • O motor não responde ao girar a chave;
  • Cheiro de queimado ou fumaça perto da peça;
  • Sinais de derretimento ou escurecimento na carcaça;
  • Fusíveis queimados ou cabos derretidos;
  • Falha completa mesmo com bateria nova.

Se o motor queimou, não adianta empurrar o veículo ou tentar dar tranco. A peça precisa ser removida, testada e, se necessário, substituída. Sempre oriente o cliente a buscar apoio técnico e evitar improvisos que podem piorar o problema.

Quais são os principais defeitos do motor de arranque?

Agora que já esclarecemos as dúvidas mais comuns, vamos entrar nos problemas práticos que você pode encontrar no dia a dia da oficina.

Os defeitos no motor de arranque costumam dar sinais claros, mas nem sempre são fáceis de identificar logo de cara. Barulhos incomuns, falhas na partida, cheiro de queimado e ruídos parecidos com uma serra elétrica podem indicar problemas internos em componentes específicos como escovas, induzido, chave magnética e pinhão.

A seguir, detalhamos os defeitos que surgem com mais frequência e como eles afetam o funcionamento da peça. Isso vai ajudar a diagnosticar com mais segurança e orientar melhor o cliente na decisão entre consertar ou substituir o motor.

Desgastes das Escovas

As escovas do motor de partida são componentes que sofrem desgaste natural com o tempo. Feitas de carvão ou grafite, elas são responsáveis por transmitir corrente elétrica ao induzido para que o motor de arranque comece a funcionar. Como ficam em constante atrito com o coletor, acabam perdendo massa gradualmente.

Quando desgastadas, as escovas geram falhas na condução de energia, causando partidas fracas, estalos ou a total ausência de resposta. É importante verificar visualmente o comprimento das escovas e substituir sempre que estiverem abaixo do recomendado. Essa manutenção é simples e reduz o risco de danos maiores ao sistema.

Defeitos na Chave Magnética

A chave magnética, também chamada de solenoide, é quem aciona o bendix e garante que o pinhão se acople à cremalheira do motor. Quando ela falha, o motor de arranque até tenta girar, mas o carro não pega. Muitas vezes, o único sinal é um estalo seco ao girar a chave. O som indica que o campo magnético não está sendo mantido.

Esse defeito costuma ser causado por bobinas danificadas, oxidação nos contatos ou falha no acionamento interno. O ideal é fazer o teste de resistência com o multímetro para confirmar a falha antes de substituir a peça. Vale lembrar que esse é um dos componentes mais sensíveis a impactos durante a instalação.

Problemas no Induzido

O induzido é o eixo central do motor de arranque, responsável por transformar energia elétrica em movimento rotacional. Quando ele apresenta defeitos, normalmente há dificuldade no giro do motor, falhas intermitentes na partida ou ruídos metálicos incomuns.

As causas mais comuns são desgaste nos contatos, aquecimento excessivo ou travamento por sujeira acumulada. É necessário checar o estado do coletor, verificar se há manchas de queimado, trincas ou empenamento. Em muitos casos, o problema no induzido impacta o funcionamento de outras partes, como as escovas e o porta-escovas.

Defeitos no Pinhão

O pinhão, também conhecido como bendix, é a engrenagem que transmite o movimento do motor de arranque até a cremalheira do motor principal. Por estar em contato direto com peças em movimento, ele sofre grande esforço e tende a apresentar desgaste ao longo do tempo.

Quando o pinhão está com defeito, o veículo emite um ruído alto ao dar a partida, semelhante a uma serra elétrica, o que indica que ele não está encaixado corretamente na cremalheira, está travado ou com os dentes desgastados. Em alguns casos, a limpeza e lubrificação resolvem. Mas, se o dano for mais sério, a substituição é o caminho.

Confira dicas de cuidados com o motor de arranque

Assim como outras partes do veículo, o motor de arranque também se beneficia (e muito!) de cuidados simples e rotineiros.

Com algumas boas práticas, você aumenta significativamente a vida útil da peça, reduz desgaste desnecessário e até diminui o número de retornos de clientes com o mesmo problema. Muitas vezes, o que causa defeitos recorrentes é justamente a falta de atenção aos detalhes na hora da partida, durante a manutenção ou troca de peças próximas.

Abaixo, você vai conhecer quatro dicas para aplicar e também compartilhar com seus clientes para preservar o motor de arranque por mais tempo.

Não é preciso aquecer o motor antes de sair

Uma dúvida comum entre os motoristas (e até alguns reparadores iniciantes) é se realmente é necessário deixar o veículo “esquentando” por alguns minutos antes de sair. A verdade é que, com os motores modernos, essa prática não é mais indicada e pode até prejudicar o sistema.

Ligar o veículo e sair rodando com suavidade basta para aquecer o motor. Deixar o veículo parado por muito tempo em marcha lenta gasta mais combustível e ainda pode sobrecarregar o motor de arranque e outros componentes do sistema, especialmente nos dias mais frios.

Faça as trocas regulares do filtro de ar

Manter os filtros limpos e em bom estado é uma das formas mais eficazes de preservar o bom desempenho do motor como um todo — e isso inclui o motor de partida. Filtros entupidos exigem mais do sistema de combustão e afetam o tempo de resposta do motor ao girar a chave.

Recomenda-se verificar o filtro de ar a cada manutenção preventiva. Essa prática simples reduz o esforço que o motor de arranque precisa fazer para dar a partida, especialmente em motores mais antigos ou com alta quilometragem.

Escolha o óleo certo para seu carro

O tipo de óleo lubrificante também interfere no desempenho de todo o conjunto do motor. Óleo muito grosso em dias frios, por exemplo, dificulta a partida e exige mais do motor de arranque. Por isso, é fundamental seguir as recomendações do fabricante quanto à viscosidade e tipo de fluido, que pode ser sintético, semissintético ou mineral.

Além disso, óleos de má qualidade formam resíduos que prejudicam o funcionamento de componentes internos, aumentam o atrito e impactam a eficiência do arranque. Então, nada de economizar nessa escolha: investir no óleo certo é investir na saúde de todo o sistema.

Como instalar um motor de arranque?

A instalação do motor de arranque é um processo técnico que requer atenção aos detalhes. Cada modelo de veículo tem suas particularidades. Por isso, seguir o manual de serviço é sempre indispensável.

O importante aqui é ter em mente que, mesmo parecendo uma tarefa simples, erros na montagem afetam todo o sistema de partida.

De forma geral, o processo envolve as etapas a seguir:

  • Desmonte o motor de arranque antigo com cuidado, evitando danos nos conectores e suportes;
  • Verifique o estado dos componentes relacionados, como cabos, terminais, buchas e rolamentos;
  • Posicione corretamente o novo motor de arranque no local de instalação;
  • Alinhe o pinhão com a cremalheira do motor, garantindo o encaixe preciso;
  • Fixe os parafusos de montagem respeitando o torque recomendado pelo fabricante;
  • Realize os testes elétricos para confirmar o correto funcionamento antes de liberar o veículo.

Também é importante observar se há desgaste nas buchas do motor de arranque, se os rolamentos estão em bom estado e se as conexões elétricas estão firmes e limpas. Qualquer descuido pode interferir no desempenho da peça nova.

Caso você tenha alguma dúvida específica durante a instalação de peças Valeo, pode contar com o Tech Assist, nosso suporte técnico exclusivo para reparadores. A equipe está sempre preparada para te orientar com agilidade e clareza em cada etapa do serviço.

Consulte o Tech Assist Valeo e tenha suporte técnico especializado sempre que precisar!